jun
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Talvez, seja o medo de viver o que nunca pude. O medo de você ou, principalmente, o medo de mim, que não sei o que esperar da distância que ainda tenho do seu olhar. Olhar este que cruza o meu por diversas vezes, mas que ainda não parou para admirar o quão bela pode ser a menina dos meus olhos. Enquanto isso, nessa interseção de sentidos, prefiro acreditar que está tudo bem e continuo a enganar o meu eu, que não sabe no que pode acreditar.
Será que o que me apavora é o mesmo que te assusta? O tempo passa e a vida continua igual. Por culpa sua e minha também. Indecisos que escolheram não saber para não sentir, não mentir, não viver.